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A Inovação na Odontologia Através da Cannabis Medicinal


Este artigo é inspirado na apresentação feita pelo Dr. Guilherme Martins, no I Simpósio de Inovação em Cannabis Medicinal, em Brasília-DF. Evento promovido pela UNYLEYA, Informacann e People and Science.

Dr. Gui Martins é graduado em Odontologia pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e especialista em Periodontia e Implantodontia. Ele também é membro de diversas organizações relacionadas à cannabis medicinal, incluindo a Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide (APMC) e a Sociedade Brasileira de Odontologia Canabinoide (SBOCAN). Além disso, é pioneiro na prescrição de Canabidiol-CBD em Odontologia e atua clinicamente com canabinoides desde 2016.


A terapêutica alopática na odontologia: uma visão geral

Dr. Gui Martins começou sua apresentação discutindo as terapêuticas alopáticas na odontologia. Ele mencionou vários medicamentos sintéticos que são comumente usados, incluindo Metronidazol, Clavulanato de Potássio, anti-inflamatórios não esteroidais, opioides, benzodiazepínicos e antidepressivos tricíclicos. Ele também falou sobre produtos tópicos, como colutórios bucais convencionais e produtos à base de flúor.

A relevância da cannabis medicinal na odontologia

Dr. Martins destacou a importância da cannabis medicinal na odontologia, citando um grande número de artigos científicos publicados sobre o sistema endocanabinoide e a cannabis medicinal. Ele enfatizou que a cannabis pode oferecer uma alternativa terapêutica para a dor, que é um problema comum na odontologia. O Professor Raphael Mechoulam, uma autoridade no campo, é citado dizendo: "precisamos de drogas que modulam sistemas, trazendo a homeostase.”

Canabinoides menores: alvos terapêuticos promissores

O Dr. Martins destacou os canabinoides menores, como o Canabigerol (CBG) e o Canabinol (CBN), como alvos terapêuticos promissores. Esses compostos têm ações similares aos principais canabinoides (THC e CBD), mas sem os efeitos psicotomiméticos associados ao THC. Ele também mencionou os cuidados com compostos semi sintéticos, como Delta 8 e 10 THC.

Endocanabinoidoma: uma expansão do sistema endocanabinoide



O conceito de "endocanabinoidoma", que é uma expansão do sistema endocanabinoide. Ele explicou que, além dos receptores canabinoides CB1 e CB2, existem outros alvos potenciais no corpo que podem ser modulados pelos canabinoides. Por exemplo, foi demonstrado que o receptor orfan GPR55 (também conhecido como CB3) regula a função das células ósseas, o que tem implicações diretas para a odontologia.






Receptores canabinoides orais e craniofaciais

O Dr. Martins descreveu a presença de receptores canabinoides em várias partes do sistema oral e craniofacial, incluindo músculos, tecido ósseo, tecidos moles intra e extra bucais, polpa dental e glândulas salivares. A ativação desses receptores pode ter várias implicações terapêuticas, como a regulação da secreção salivar e a modulação do sabor.

Auxílio em tomada de decisão: testes genéticos


Dr. Martins falou sobre a utilidade dos testes genéticos na tomada de decisões terapêuticas. Ele explicou que o DNA de um indivíduo pode ser visto como um "manual de instruções" que pode oferecer insights sobre como o indivíduo pode responder ao CBD e ao THC. Os testes genéticos podem, portanto, ajudar a informar a seleção de terapias à base de cannabis. #


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